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Vermelho e Amarelo!

Atualizado: 10 de mar. de 2025

Ildete Regina Vale da Silva

Brusque/SC., em um dia entre 2020 e 2021.


(Foto: Acervo Ricardo V. Hoffmann)
(Foto: Acervo Ricardo V. Hoffmann)

Sempre que uma situação corriqueira da vida me intriga, lembro das palavras que iniciavam e terminavam as colunas de Horácio Braun, no Jornal de Santa Catarina: “Olha aqui....não é por nada não...”; “Nem mais, nem menos”.


Nessas lembranças sigo para quando pequena, eu e uma das minhas irmãs costumávamos nos provocar sobre a cor mais bonita que, para ela era o amarelo, para mim, o vermelho.


Entre os argumentos fatais, ela dizia que o amarelo era a cor do sol e eu que o vermelho era a cor do sangue, da vida! Ficávamos nesse vai e vem que nos levava a uma discussão típica de criança e de irmãs com pouco mais de um ano de diferença. Aos poucos essa “brincadeira” foi deixando de ter importância, porém, não esquecida! 


Nas vezes que a lembrança da preferência das cores voltou a ser assunto, já me rendi a ela, confessando que faz algum tempo que o amarelo também me encanta, embora na época, inocentemente, me valesse da “má reputação” do amarelo, repetindo o refrão: “O que seria do amarelo se não fosse o mau gosto” ou, como bem mais tarde descobri, na obra O Alienista, em que Machado de Assis escreve: “Verdade é que, se todos os gostos fossem iguais, o que seria do amarelo?”

 

Para minha surpresa – ou não - nesses tempos estranhos que estamos vivendo..., vira e mexe sou provocada a buscar argumentos para justificar o uso da cor vermelha: seja por uma máscara que me protege da contaminação pela COVID 19, seja pela cor da saia, sapato ou qualquer adereço ou vestimenta dessa que é a mais antiga denominação cromática do mundo e que até hoje, em muitas línguas, significa “colorido”.

 

E, de repente, adulta, me vejo tendo que resgatar os argumentos de criança para falar com gente grande... . Nem mais, nem menos!




 
 
 

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